CASO KELLY GPS de celular ajudou polícia a prender um dos suspeitos
03/11/2017 - 10h53 em Região

O sistema de GPS do celular de Kelly Cristina Cadamuro, 22 anos, ajudou a polícia a encontrar o terceiro suspeito do crime

 

Kelly foi morta depois de dar carona ao integrante de um grupo de caronas no Whatsapp. 

O primeiro suspeito preso foi Jonathan Pereira do Prado. A polícia chegou até ele depois obter imagens de câmeras de um pedágio em Fronteira (MG). Ele foi preso no bairro Santo Antônio, em Rio Preto.

Segundo a polícia, ele teria confessado o crime e apontou outros dois suspeitos. Um deles é Daniel Teodoro da Silva, dono de um lava-jato no bairro Maria Lúcia. Ele teria dado o suporte para Jonathan. Diversos pertences de Kelly foram encontrados com Jonathan e com Daniel.

Ainda segundo a polícia, Jonathan teria confessado que entrou no grupo de WhatsApp já com a intenção de praticar o crime 

 

O outro suspeito é Wander Luís Cunha, acusado de receptação. A polícia chegou até ele com a ajuda do sistema de rastreamento do celular de Kelly. Além do celular, a polícia encontrou com Wander quatro pneus do carro da Kelly.

Entenda o caso

 

Kelly era moradora de Guapiaçu e estava desaparecida desde a noite de quarta-feira, 1º, quando saiu para visitar o namorado, que mora em Itapagipe. Por meio de um grupo no WhatsApp, a vendedora combinou de dar carona a um homem até a cidade mineira.

 

De acordo com familiares, a jovem encontrou o homem na Praça Cívica, em Rio Preto, e, de lá, os dois seguiram para Itapagipe. O último contato de Kelly com a família foi por volta das 19h, quando ela parou para abastecer em um posto de combustíveis na BR-153, em Nova Granada.

 

JONATHAN MUDA VERSÃO EM DEPOIMENTO E DIZ TER AGIDO SOZINHO NA MORTE DE KELLY CADAMURO

Jonathan Pereira Prado
Em depoimento prestado nesta manhã (3/10) em Frutal, Jonathan Pereira Prado (foto) assumiu toda a culpa pelo assassinato da jovem Kelly Cristina Cadamuro, 22 anos. Ao ser preso e no primeiro depoimento prestado por volta das 3h da madrugada, ele havia acusado Daniel Theodoro, também preso ontem em São José do Rio Preto-SP, de tê-lo ajudado. Daniel, que sempre negou participação na morte da jovem, agora é apontado apenas como receptador de objetos levados da moça. O envolvimento de um terceiro elemento e até de um quarto indivíduo, agora, está descartado.

         Daniel Theodoro
No primeiro depoimento, na madrugada, Jonathan, que possui várias passagens pela polícia, é foragido da justiça e possui mandado de prisão em aberto (print), tentou envolver o namorado de Kelly no crime, acusando-o de ser o mandante e ter pago R$ 50 mil pelo assassinato da jovem. O namorado, que é de Itapagipe, chegou a ser conduzido a Frutal para prestar depoimento, mas foi liberado pela falta de elementos que o ligasse ao crime.

Jonathan foi quem pediu a carona no grupo de WhatsApp. Ele era ativo no grupo e ainda estava incluído nele até sua prisão. Sua mãe mora na zona rural de Itapagipe, região do Cascavel e, por isso, ele foi adicionado ao grupo de caronas de pessoas de Itapagipe que moram em Rio Preto ou região. Kelly era de Guapiaçu e namorava um rapaz de Itapagipe, com quem planejava passar o feriado de finados.

O corpo dela foi encontrado no meio da tarde de ontem (2/10) na beira do córrego Marimbondo, município de Frutal e distante 25 km de Itapagipe. O local onde o corpo foi achado fica próximo à rodovia MG 255, que liga as duas cidades.
 
Kelly estava sem a calça, com as mãos amarradas e uma corda no pescoço. Havia sinais de violência (hematomas) em seu corpo e evidências de luta no local do crime. A perícia, porém, não conseguiu compravar que houve estupro (conjunção carnal).

Fonte: Inoticia – Cassiano Ricardo

Após concluir este novo depoimento, Jonathan, que nesta foto aparece aparentemente com a mesma camiseta fotografada pelas câmeras de segurança de uma praça de pedágio, deve retornar para o presídio.

 

 

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